Ela riu ao lembrar das diversas vezes em que a sua mãe falava "não devemos viver procurando um amor; quando menos esperamos ele nos encontra".domingo, 27 de julho de 2008
O inesperado!
Ela riu ao lembrar das diversas vezes em que a sua mãe falava "não devemos viver procurando um amor; quando menos esperamos ele nos encontra".sábado, 7 de junho de 2008
A Dança

Te amo como a planta que não floresce e leva
Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Se não assim deste modo em que não sou nem és
Sem Mais...
sábado, 24 de maio de 2008
O cansaço que recompensa...
Confusa. Era assim que ela se sentia.Sua vida estava agitada e calma ao mesmo tempo. Ela tinha muitas obrigações e muitos compromissos. Todos relacionados ao seu lado profissional, já o pessoal estava mais tranquilo do que nunca! Isso não a fazia feliz, não equilibrava sua vida numa forma geral! Por mais corrido que fosse o seu dia, ela queria compartilhar isso com alguém. Família, amigos, amores... mas se via sozinha. E não via uma maneira de sair disso.
Ela queria poder apertar seus horários, sair correndo (mesmo sabendo que chegaria atrasada), sentir cansaço no fim do dia. Nada disso a tornaria infeliz se tivesse alguém para está ao seu lado ou ao menos para pensar antes de dormir. Mas não! Os seus pensamentos estavam voltados para muitas outras coisas. Coisas que ela gostava, mas que não queria levar consigo para casa.
Onde estava a mulher decidida, disposta a enfrentar seus medos e a lutar pelos seus sonhos? Ela estava tentando resgatar essa "mulher"... talvez ela trouxesse a solução.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
A certeza do incerto

" Feliz o homem que suporta a tentação. Porque depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam." (Tg 1,12)
quinta-feira, 1 de maio de 2008
A pequena companhia...
Semana cheia. Os dias estavam sendo cada vez mais corridos e ela tinha cada vez mais coisas para estudar.domingo, 27 de abril de 2008
Não!

Era estranho quando pensava em quantos anos da sua vida perdeu sem ter coragem de dizer NÃO.
Aquela festa chata que teve que ir pois não teve coragem de dizer um não a sua amiga. Aquelas reuniões familiares em que ela apenas sorria e concordava com tudo quando na verdade gostaria de agir completamente diferente. Até aquela comida ruim que não teve coragem de dispensar quando sua mãe lhe trouxe com carinho.
Ela não precisava ser grossa, só precisava ser sincera e dizer "Mãezinha, me perdoa, mas NÃO estou com vontade de comer isso." Mas cadê a coragem?
Tantas coisas que ela queria ter vivido mas simplesmente nem tentava por medo do julgamento dos outros.
Tentou entender o porquê de ter agido assim durante tanto tempo. Daí lembrou de quando sua mãe lhe ensinou que sempre deveria perdoar e assim ela vinha fazendo. Talvez por isso preferisse ser maltratada do que maltratar alguém, pois ela sabia os limites do seu perdão, mas não sabia os limites das outras pessoas. Só que isso não estava certo! Ela não precisava maltratar ninguém, mas nem por isso tinha que ser maltratada! E o amor próprio ficava aonde? Muito bem escondido como ela sempre fez questão de deixar? NÃO! Agora ela sabia dizer essa pequena palavra! E sabia o poder de libertação que ela podia lhe proporcionar.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
A chuva!

domingo, 20 de abril de 2008
Nostalgia
Os corredores estavam desertos. Ela lembrou das diversas histórias mal-assombradas que ouvira e até contava sobre aquele colégio tão antigo... As passagens secretas, que realmente existiam, e a sala onde as freiras colecionavam caixões, que nunca ficou provado, pois nunca ninguém teve coragem de ir constatar. Lembrou das brincadeiras, dos sustos, das repreensões quando tentava entrar em algum lugar que era proibido para os alunos. O que será que tinha lá? Como ela gostaria de saber! Mas a sua única certeza era de que nunca conseguiria entrar por aqueles becos e portas gigantescas. Percorreu o corredor central até o seu final, onde tinha a antiga biblioteca. Ela ainda continuava ali e ainda continuava antiga. Rara as vezes que encontrava um livro do seu agrado, pois todo aquele espaço era cercado por exemplares antigos, alguns que ela seria capaz de apostar como nenhum aluno jamais havia ao menos folheado. Conseguiu ouvir a voz da bibliotecária, sempre com a cara "amarrada", dando sermão em qualquer um que se atrevesse encostar sobre a sua bancada.Ela entrou e passou a vista sobre todos aqueles livros. Buscou um. Um que ela havia lido a tantos anos mas que lembrava como se tivesse o acabado de ler a poucos instantes.
Logo já estava na escadaria que dava acesso a linda capela. Era lá que passava a maior parte dos intervalos entre as aulas. Foi lá que ela começou a ler o livro novamente.
Era exatamente 6h da manhã, o despertador tocava insistentemente. Ela o desligou, mas permaneceu deitada por alguns, poucos, minutos. Tempo suficiente para que pudesse recordar de uma época tão especial em sua vida. Logo levantou, pois a vida que a esperava não lhe dava espaço para momentos nostálgicos. Sentiu falta daqueles momentos, apesar de sua vida atualmente ser intensa, satisfatória e confortável... Mas não havia mais freiras, contos proibidos e passagens secretas...
sábado, 12 de abril de 2008
Feridas...

quinta-feira, 27 de março de 2008
Passando despercebido...
O sol brilhava ardentemente. Era uma linda manhã de domingo e ela andava pelas areias da praia como se não tivesse rumo... como se nada de ruim pudesse lhe acontecer. Ela estava ali, vivendo aquele momento na sua forma mais intensa. Pensamentos não deixavam de rondar sua cabeça, isso era impossível mas parecia que a sua volta e em toda a sua vida só havia felicidade. Após vários minutos ela sentou à sombra de um coqueiro e ficou fazendo algo que sempre gostou... observando o que se passava no ambiente! Viu várias pessoas indo e vindo, umas andando, outras correndo, umas sozinhas, outras em grupos e ainda outras com animais de estimação. Algumas aparentemente felizes, outras nem tanto. Achou engraçado porque algumas pessoas pareciam que nem notavam onde realmente estavam. Olhando um pouco mais adiante viu um garotinho com um cachorrinho vira-lata ao lado. Ambos aparentemente empolgados, embora sujos. O garoto levava no rosto um sorriso contagiante, talvez o sorriso mais sincero que ela já havia visto na vida. O cachorrinho começou a correr e o seu companheiro foi logo atrás. Ela começou a lembrar da quantidade de homens (e até de algumas mulheres) que paravam para olhar sempre que uma mulher bonita passava desfilando em seus trages minúsculos. Por que ninguém parava para repatar no garotinho? Por que ninguém se importou com ele? Foi ao ter esse pensamento que toda aquela felicidade que tomava de conta de tudo desapareceu. Ela levantou e correu na mesma direção em que os dois haviam ido. Quem sabe ela não os encontraria mais na frente? Quem sabe ela não poderia dar-lhes um pouco de importância? 





